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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

                               JORGE AMADO

Jorge Amado de Faria was a Brazilian writer of the Modernist school.
He was the best-known of modern Brazilian writers, his extensive work having been translated into some 30 languages and popularized in film, notably Dona Flor and her Two Husbands, (in Portuguese,Dona Flor e Seus Dois Maridos) in 1978. 
His work dealt largely with the poor urban black and mulatto communities of Bahia.            
                                                                                 (Wikipedia)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Formação de palavras -      Atividades

1. Leia o poema a seguir, de Ulisses Tavares, e responda às questões 1 e 2

Sobraram tão poucos
animais selvagens
que cabem todos
na tela da televisão.

(Viva a poesia viva, São Paulo: Saraiva, 1998)

1. O radical tele- é de origem grega. Pesquise o significado e cite 10 outras palavras começadas com tele- que você conhece.

2.Cite outras palavras que apresentam o mesmo radical de selvagem.

3, Forme palavras com o radical de cab-

4. Forme palavras a partir do radical das palavras abaixo:
animais-
sonhadora-
cavalaria-
aventura-

5. Dê o significado dos radicais abaixo e cite algumas palavras formadas por eles.
orto
aero
fagia
xeno


Obs: Adaptado para o blog da gramática texto,reflexão e uso de Cereja e Magalhães
O acendedor de lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que dói na noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!


(Jorge de Lima)

1. Podemos classificar o poema como um soneto? Justifique sua resposta.

2. Por que o autor fala " triste ironia"? Justifique sua respostas com elementos do texto.

3. Destaque os elementos mórficos da palavra infatigavelmente.

4. Destaque da segunda estrofe um sufixo nominal, indicando o seu significado.

5. Destaque da última estrofe um sufixo nominal indicativo de estado e outro indicativo de profissão.

6. Indique o radical das seguintes palavras:
desmatar
florescer
cajuzeiro
impiedoso
navegante
casebre

Obs: Adaptado da Gramática da Língua Portuguesa

Olhai os lírios do campo - Texto    (Érico Veríssimo)


“Se todos no mundo dessem o que lhes sobram, cada um teria o necessário”.

Texto: Olhai os lírios do campo

      Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
      É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
      Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços.
      É indispensável trabalhar, pois no mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, no entanto, dar um sentido humano às nossas construções.
É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços, enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis.
   É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência, e sim com as do amor e da persuasão.
    Quando falo em conquistas, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
                      (Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo)
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Érico Veríssimo (17 de dezembro, 1905 - 28 de novembro de 1975) é um importante escritor brasileiro, que nasceu no Rio Grande do Sul. Seu pai, Sebastião Veríssimo da Fonseca, herdeiro de uma família rica em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, reuniu-se a ruína financeira durante a juventude de seu filho. Veríssimo trabalhava em uma farmácia antes de obter um emprego na Editora Globo, uma editora de livros, onde ele traduziu e lançou obras de escritores como Aldous Huxley. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi para os Estados Unidos. Este período de sua vida foi gravado em alguns dos seus livros, incluindo: Gato Preto los Campo de Neve ("Gato Preto em Campo de Neve"), A Volta do Gato Preto ("The Return of the Black Cat") e História da Literatura brasileira ("História da Literatura Brasileira"), que contém algumas de suas palestras na UCLA. Sua épica O Tempo eo Vento ("The Time and the Wind") tornou-se uma das grandes obras-primas do romance brasileiro, ao lado de Os Sertões de Euclides da Cunha, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
Quatro das obras de Veríssimo, Tempo e o Vento, Noite, do México, e Sua Excelência, o Embaixador, foram traduzidos para o idioma Inglês por Linton Lomas Barrett.

Ele era o pai de outro famoso escritor do Rio Grande do Sul, Luis Fernando Veríssimo.
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II – Estudo do texto:
1- Os dramas, as injustiças e a incompreensão são males:
( ) de uma época passada.
( ) da época atual.
( ) de uma época futura.
2- Quando é que devemos fazer uma pausa para olhar os lírios do campo e as aves do céu?
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3- Por que é indispensável trabalhar?
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4- De quem é a tarefa de realizar um grande trabalho na terra?
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5- Explique com suas palavras, o sentido de:
a) Os homens se atiram à caça do dinheiro.
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b) Tudo nos cai do céu.
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c) Devemos conquistar o mundo não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor.
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d) De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
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6- O autor está valorizando mais o dinheiro ou as relações de criatura para criatura?
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Exercícios (Figuras de Linguagem) 

Obs.: Faça no caderno

1- Assinale a figura de linguagem presente em cada frase a seguir:

a) O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
(  ) Metáfora      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Metonímia

b)Meu pensamento é um rio subterrâneo.
(  ) Metonímia      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Metáfora

c) Não tinha teto em que se abrigasse.
(  ) Comparação      (  ) Metonímia     (  ) Eufemismo    (  ) Metáfora

d) Ele enriqueceu por meios ilícitos.
(  ) Eufemismo      (  ) Metonímia     (  ) Metáfora    (  ) Comparação

e) Estou morrendo de sede.
(  ) Hipérbole   (  ) Comparação     (  ) Metáfora     (   ) Pleonasmo

f) O Amor queima como o fogo.
(  ) Metonímia      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Pleonasmo

g) Lemos Machado de Assis por interesse.
(  ) Eufemismo      (  ) Metonímia     (  ) Metáfora    (  ) Comparação

h) O Sol amanheceu triste e escondido.
(  ) Comparação      (  ) Eufemismo        (  ) Hipérbole     (  ) Personificação

i) Você faltou com a verdade.
(  ) Eufemismo    (  ) Comparação     (  ) Metáfora     (   ) Pleonasmo

2) Indique a relação de sentido presente em cada metáfora a seguir. 

a) A vergonha queimava-lhe o rosto.

b) As suas palavras cortaram o silêncio.

c) O relógio pingava as horas, uma a uma, vagarosa mente.

d) Ela se levantou e fuzilou-me com o olhar.

3) Leia estes versos da música Timoeiro:


A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor

Paulinho da Viola

a)  Que palavra o eu-lírico emprega para fazer referência ao conjunto de fatos interligados que
formam a vida de uma pessoa? Que figura de linguagem essa palavra constitui, nesse caso?

b) Nesses versos, ocorre uma comparação? Justifique.

4) Os versos a seguir fazem parte da música Lua de São Jorge:    


Lua de São Jorge
lua soberana
nobre porcelana
sobre a seda azul
lua de São Jorge
[...]
Serás minha guia
no Brasil de norte a sul

Caetano Veloso

a) Nos versos 3 e 4, o eu lírico cria, por meio das palavras, uma bela imagem do objeto descrito.
 Explique o que ele quer dizer com esses dois versos, ou seja, o que essas imagens
representam?

b) De que figura de linguagem o eu-lírico se valeu para criar essa imagem?

5- Dê 5 exemplos de catacrese.

Figuras de Linguagem
Figuras de linguagem são recursos de expressão, utilizados por um escritor, com o objetivo de ampliar o significado de um texto literário ou também para suprir a falta de termos adequados em uma frase. É um recurso que dá uma grande expressividade, enfase ao texto literário.
 As mais comuns são: metáfora, comparação, metonímia, antítese, personificação (ou prosopopeia), hipérbole, eufemismo, ironia, pleonasmo, onomatopeia.
Metáfora
A metáfora é um tipo de comparação, mas sem os termos comparativos (tal como,como, são como, tanto quanto, etc). Na metáfora, a comparação entre dois elementos está implícita, trazendo uma relação de semelhança entre eles. Exemplo:
Tempo é dinheiro.
Percebemos neste exemplo a relação implícita, onde o tempo é tão valoroso quanto o dinheiro, por isso ele é colocado como semelhante à moeda.
Comparação
A comparação consiste na aproximação entre dois objetos por meio de uma característica semelhante entre eles, dando a um as características do outro. Difere da metáfora porque possui, obrigatoriamente, termos comparativos. Em suma, é uma comparação explícita. Exemplo:    Tempo é como dinheiro.
Neste exemplo vemos o principal definidor de uma comparação: a palavra como traz explicitamente a ideia de que o tempo é valoroso como o dinheiro.
Metonímia
É a substituição de uma palavra por outra sendo que, entre ambas, há uma proximidade de sentidos, uma relação de implicação. Exemplos:
·         Não leu Machado de Assis.
·         Não leu a obra de Machado de Assis.
Vemos no exemplo que a obra de Machado de Assis foi substituída só pelo nome do autor. A metonímia consiste nessa substituição de palavras, dando o mesmo sentido a uma frase. A seguir, outro exemplo que reforça essa substituição:
·         A cozinha italiana é maravilhosa!
·         A comida italiana é ótima.
Antítese
A antítese consiste no uso de palavras, expressões ou ideias que se opõem. Exemplo:
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das
 bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
Vinícius de Moraes
Neste soneto vemos claramente a antítese por trás da temática da separação amorosa: o que antes era riso trouxe lágrimas com a separação; as bocas unidas pelo beijo no amor se separam como a espuma que se espalha e se dissolve. A oposição de sentimentos e atos forma claramente a antítese.
Personificação (ou prosopopeia)
A personificação, também chamada prosopopeia, consiste na atribuição de características humanas, como sentimentos, linguagem humana e ações do homem, a coisas não humanas. Exemplo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro.
Carlos Drummond de Andrade
Neste exemplo, o medo, uma sensação, é transformado em pai e companheiro, algo que só é atribuído a um ser humano.
Hipérbole
Esta figura de linguagem consiste no emprego de palavras que expressam uma ideia de exagero de forma intencional. Exemplo:
Ela chorou rios de lágrimas.
Chorar rios remete a um choro contínuo, exagerado e o termo rios vem para enfatizar a ideia de que foi um choro intenso.
Eufemismo
O eufemismo ocorre quando utilizamos palavras ou expressões que atenuam e substituem outras que produzem um efeito desagradável e chocante. Exemplos:
·         Faltei com a verdade ao dizer que fui à igreja.
·         Menti ao dizer que fui à igreja.
A expressão e o impacto negativo que a palavra menti traz é ""suavizado" ao dizer que "faltei com a verdade".
Ironia
É a expressão de ideias com significado oposto ao que se realmente pensa ou acredita. Exemplo:
Moça linda, bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor!
Mário de Andrade
O trecho é o exemplo claro de ironia: a moça é descrita como, bonita e bem tratada, tradicional, conservadora (é de família) e burra. O destaque em "um amor", apoiando-se na descrição da moça, mostra que ela, ao contrário de ser esse "amor de pessoa", é, na verdade, alguém sem atrativos, sem graça.
Pleonasmo
Repetição de uma ideia por meio de outras palavras. É utilizado como forma de ênfase e, além de ser figura de linguagem, é classificada como vício. A diferença entre a figura de linguagem e o vício de linguagem é simples: para ser figura de linguagem, o pleonasmo vem de forma intencional, para dar mais expressividade no texto, enquanto no vício vem como uma repetição não intencional e desnecessária. Exemplo:
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Manuel Bandeira
A repetição proposital de Manuel Bandeira ao dizer que "chovia uma chuva" intensifica a ideia de que estava chovendo.
Onomatopeia

Temos onomatopeia quando há o uso de palavras que reproduzem os sons de seres vivos e objetos. É mais comum em história em quadrinhos.
Fontes:
  http://rachacuca.com.br/educacao/portugues/figuras-de-linguagem                                               http://10emtudo,com.br/portugues/figuras-de-linguagem                                    http://brasilescola,com/portugues/figuras-linguagem.htm