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terça-feira, 20 de agosto de 2013

O acendedor de lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que dói na noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!


(Jorge de Lima)

1. Podemos classificar o poema como um soneto? Justifique sua resposta.

2. Por que o autor fala " triste ironia"? Justifique sua respostas com elementos do texto.

3. Destaque os elementos mórficos da palavra infatigavelmente.

4. Destaque da segunda estrofe um sufixo nominal, indicando o seu significado.

5. Destaque da última estrofe um sufixo nominal indicativo de estado e outro indicativo de profissão.

6. Indique o radical das seguintes palavras:
desmatar
florescer
cajuzeiro
impiedoso
navegante
casebre

Obs: Adaptado da Gramática da Língua Portuguesa

Olhai os lírios do campo - Texto    (Érico Veríssimo)


“Se todos no mundo dessem o que lhes sobram, cada um teria o necessário”.

Texto: Olhai os lírios do campo

      Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
      É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
      Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços.
      É indispensável trabalhar, pois no mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, no entanto, dar um sentido humano às nossas construções.
É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços, enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis.
   É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência, e sim com as do amor e da persuasão.
    Quando falo em conquistas, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
                      (Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo)
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Érico Veríssimo (17 de dezembro, 1905 - 28 de novembro de 1975) é um importante escritor brasileiro, que nasceu no Rio Grande do Sul. Seu pai, Sebastião Veríssimo da Fonseca, herdeiro de uma família rica em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, reuniu-se a ruína financeira durante a juventude de seu filho. Veríssimo trabalhava em uma farmácia antes de obter um emprego na Editora Globo, uma editora de livros, onde ele traduziu e lançou obras de escritores como Aldous Huxley. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi para os Estados Unidos. Este período de sua vida foi gravado em alguns dos seus livros, incluindo: Gato Preto los Campo de Neve ("Gato Preto em Campo de Neve"), A Volta do Gato Preto ("The Return of the Black Cat") e História da Literatura brasileira ("História da Literatura Brasileira"), que contém algumas de suas palestras na UCLA. Sua épica O Tempo eo Vento ("The Time and the Wind") tornou-se uma das grandes obras-primas do romance brasileiro, ao lado de Os Sertões de Euclides da Cunha, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
Quatro das obras de Veríssimo, Tempo e o Vento, Noite, do México, e Sua Excelência, o Embaixador, foram traduzidos para o idioma Inglês por Linton Lomas Barrett.

Ele era o pai de outro famoso escritor do Rio Grande do Sul, Luis Fernando Veríssimo.
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II – Estudo do texto:
1- Os dramas, as injustiças e a incompreensão são males:
( ) de uma época passada.
( ) da época atual.
( ) de uma época futura.
2- Quando é que devemos fazer uma pausa para olhar os lírios do campo e as aves do céu?
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3- Por que é indispensável trabalhar?
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4- De quem é a tarefa de realizar um grande trabalho na terra?
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5- Explique com suas palavras, o sentido de:
a) Os homens se atiram à caça do dinheiro.
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b) Tudo nos cai do céu.
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c) Devemos conquistar o mundo não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor.
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d) De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
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6- O autor está valorizando mais o dinheiro ou as relações de criatura para criatura?
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Exercícios (Figuras de Linguagem) 

Obs.: Faça no caderno

1- Assinale a figura de linguagem presente em cada frase a seguir:

a) O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
(  ) Metáfora      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Metonímia

b)Meu pensamento é um rio subterrâneo.
(  ) Metonímia      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Metáfora

c) Não tinha teto em que se abrigasse.
(  ) Comparação      (  ) Metonímia     (  ) Eufemismo    (  ) Metáfora

d) Ele enriqueceu por meios ilícitos.
(  ) Eufemismo      (  ) Metonímia     (  ) Metáfora    (  ) Comparação

e) Estou morrendo de sede.
(  ) Hipérbole   (  ) Comparação     (  ) Metáfora     (   ) Pleonasmo

f) O Amor queima como o fogo.
(  ) Metonímia      (  ) Comparação     (  ) Personificação    (  ) Pleonasmo

g) Lemos Machado de Assis por interesse.
(  ) Eufemismo      (  ) Metonímia     (  ) Metáfora    (  ) Comparação

h) O Sol amanheceu triste e escondido.
(  ) Comparação      (  ) Eufemismo        (  ) Hipérbole     (  ) Personificação

i) Você faltou com a verdade.
(  ) Eufemismo    (  ) Comparação     (  ) Metáfora     (   ) Pleonasmo

2) Indique a relação de sentido presente em cada metáfora a seguir. 

a) A vergonha queimava-lhe o rosto.

b) As suas palavras cortaram o silêncio.

c) O relógio pingava as horas, uma a uma, vagarosa mente.

d) Ela se levantou e fuzilou-me com o olhar.

3) Leia estes versos da música Timoeiro:


A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor

Paulinho da Viola

a)  Que palavra o eu-lírico emprega para fazer referência ao conjunto de fatos interligados que
formam a vida de uma pessoa? Que figura de linguagem essa palavra constitui, nesse caso?

b) Nesses versos, ocorre uma comparação? Justifique.

4) Os versos a seguir fazem parte da música Lua de São Jorge:    


Lua de São Jorge
lua soberana
nobre porcelana
sobre a seda azul
lua de São Jorge
[...]
Serás minha guia
no Brasil de norte a sul

Caetano Veloso

a) Nos versos 3 e 4, o eu lírico cria, por meio das palavras, uma bela imagem do objeto descrito.
 Explique o que ele quer dizer com esses dois versos, ou seja, o que essas imagens
representam?

b) De que figura de linguagem o eu-lírico se valeu para criar essa imagem?

5- Dê 5 exemplos de catacrese.

Figuras de Linguagem
Figuras de linguagem são recursos de expressão, utilizados por um escritor, com o objetivo de ampliar o significado de um texto literário ou também para suprir a falta de termos adequados em uma frase. É um recurso que dá uma grande expressividade, enfase ao texto literário.
 As mais comuns são: metáfora, comparação, metonímia, antítese, personificação (ou prosopopeia), hipérbole, eufemismo, ironia, pleonasmo, onomatopeia.
Metáfora
A metáfora é um tipo de comparação, mas sem os termos comparativos (tal como,como, são como, tanto quanto, etc). Na metáfora, a comparação entre dois elementos está implícita, trazendo uma relação de semelhança entre eles. Exemplo:
Tempo é dinheiro.
Percebemos neste exemplo a relação implícita, onde o tempo é tão valoroso quanto o dinheiro, por isso ele é colocado como semelhante à moeda.
Comparação
A comparação consiste na aproximação entre dois objetos por meio de uma característica semelhante entre eles, dando a um as características do outro. Difere da metáfora porque possui, obrigatoriamente, termos comparativos. Em suma, é uma comparação explícita. Exemplo:    Tempo é como dinheiro.
Neste exemplo vemos o principal definidor de uma comparação: a palavra como traz explicitamente a ideia de que o tempo é valoroso como o dinheiro.
Metonímia
É a substituição de uma palavra por outra sendo que, entre ambas, há uma proximidade de sentidos, uma relação de implicação. Exemplos:
·         Não leu Machado de Assis.
·         Não leu a obra de Machado de Assis.
Vemos no exemplo que a obra de Machado de Assis foi substituída só pelo nome do autor. A metonímia consiste nessa substituição de palavras, dando o mesmo sentido a uma frase. A seguir, outro exemplo que reforça essa substituição:
·         A cozinha italiana é maravilhosa!
·         A comida italiana é ótima.
Antítese
A antítese consiste no uso de palavras, expressões ou ideias que se opõem. Exemplo:
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das
 bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
Vinícius de Moraes
Neste soneto vemos claramente a antítese por trás da temática da separação amorosa: o que antes era riso trouxe lágrimas com a separação; as bocas unidas pelo beijo no amor se separam como a espuma que se espalha e se dissolve. A oposição de sentimentos e atos forma claramente a antítese.
Personificação (ou prosopopeia)
A personificação, também chamada prosopopeia, consiste na atribuição de características humanas, como sentimentos, linguagem humana e ações do homem, a coisas não humanas. Exemplo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro.
Carlos Drummond de Andrade
Neste exemplo, o medo, uma sensação, é transformado em pai e companheiro, algo que só é atribuído a um ser humano.
Hipérbole
Esta figura de linguagem consiste no emprego de palavras que expressam uma ideia de exagero de forma intencional. Exemplo:
Ela chorou rios de lágrimas.
Chorar rios remete a um choro contínuo, exagerado e o termo rios vem para enfatizar a ideia de que foi um choro intenso.
Eufemismo
O eufemismo ocorre quando utilizamos palavras ou expressões que atenuam e substituem outras que produzem um efeito desagradável e chocante. Exemplos:
·         Faltei com a verdade ao dizer que fui à igreja.
·         Menti ao dizer que fui à igreja.
A expressão e o impacto negativo que a palavra menti traz é ""suavizado" ao dizer que "faltei com a verdade".
Ironia
É a expressão de ideias com significado oposto ao que se realmente pensa ou acredita. Exemplo:
Moça linda, bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor!
Mário de Andrade
O trecho é o exemplo claro de ironia: a moça é descrita como, bonita e bem tratada, tradicional, conservadora (é de família) e burra. O destaque em "um amor", apoiando-se na descrição da moça, mostra que ela, ao contrário de ser esse "amor de pessoa", é, na verdade, alguém sem atrativos, sem graça.
Pleonasmo
Repetição de uma ideia por meio de outras palavras. É utilizado como forma de ênfase e, além de ser figura de linguagem, é classificada como vício. A diferença entre a figura de linguagem e o vício de linguagem é simples: para ser figura de linguagem, o pleonasmo vem de forma intencional, para dar mais expressividade no texto, enquanto no vício vem como uma repetição não intencional e desnecessária. Exemplo:
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Manuel Bandeira
A repetição proposital de Manuel Bandeira ao dizer que "chovia uma chuva" intensifica a ideia de que estava chovendo.
Onomatopeia

Temos onomatopeia quando há o uso de palavras que reproduzem os sons de seres vivos e objetos. É mais comum em história em quadrinhos.
Fontes:
  http://rachacuca.com.br/educacao/portugues/figuras-de-linguagem                                               http://10emtudo,com.br/portugues/figuras-de-linguagem                                    http://brasilescola,com/portugues/figuras-linguagem.htm

              

domingo, 7 de julho de 2013

Texto: O socorro


                Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão – coveiro – era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que, sozinho, não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A noite chegou, fez-se silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouvia um som humano, embora o cemitério estivesse cheio dos pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que lá vieram uns passos. Deitado no fundo da cova, o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: “O que é que há?”

                O coveiro então gritou, desesperado: “Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível.” “Mas, coitado!” – condoeu-se o bêbado – “Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!” E, pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

                Moral: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela.

 
Millôr Fernandes. Fábulas Fabulosas, Editora Nódica.

 
                                         Interpretação do texto
1)  O texto que acabamos de ler tem uma moral, qual é o tipo de texto que termina com uma moral?   
2)  Explique, com suas palavras, o que você compreendeu da moral da história.
3)  Quantos personagens aparecem no texto?
4)  Onde está o humor do texto?
5)  O texto começa com o pronome "ele". A que pessoa pertence este pronome e que tipo de pronome é? Como você descobriu isso?
6)  Qual era a profissão dele? Confirme com um trecho do texto.
7)  Retire do texto duas frases que demonstram o desespero do coveiro.
8)  O bêbado demonstrou algum interesse em resolver o problema do coveiro ou ficou indiferente? Explique.
9)      Dê sua opinião quanto à história.
10)  Que outro título você daria à história?
11)      Por que o autor repete a palavra “cavando, cavando, cavando”?
12)    Explique as expressões uns passos e uma cabeça ébria.

 
BIOGRAFIA  DE  MILLÔR  FERNANDES

 
Nascido no bairro do Méier, Millôr sempre fez piada em relação ao seu registro de nascimento. Costumava brincar que percebeu somente aos 17 anos que o seu nome havia sido escrito errado na certidão: onde deveria estar Milton, leu “Millôr” (o corte da letra “t” confundia-se com um acento circunflexo, e o “n” com um “r”). Seja como for, gostou do novo nome e o adotaria a partir de então. “Milton nunca foi uma boa escolha”, comentaria anos mais tarde, durante uma entrevista. A data de nascimento também não estaria correta: em vez de 27 de maio de 1924, ele teria nascido em 16 de agosto do ano anterior.
 
Em 1948, viajou para os Estados Unidos e conheceu Walt Disney. “Nessa época eu ainda acreditava que Disney sabia desenhar. Só mais tarde, lendo sua biografia, aprendi que até aquela assinatura bacana com que ele autentica os desenhos é criação da equipe”, provoca, na autobiografia que escreveu em seu site. No ano seguinte, Millôr assinou seu primeiro roteiro cinematográfico, “Modelo 19", e já foi logo agraciado com o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, criado na década seguinte.

O início dos anos 50 seria importante na vida do autor, tanto pessoal quanto profissionalmente. Na companhia do também escritor Fernando Sabino, fez uma viagem de carro pelo Brasil, com duração de 45 dias. Em 1952, seria a vez da Europa, por onde permaneceria quatro meses. Um ano depois, veria a estreia de sua primeira peça de teatro, "Uma mulher em três atos", no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo.
 
E foi no teatro, como dramaturgo, que Millôr mais colecionou prêmios. Como em ”Um elefante no caos”, em 1960. Anos depois, diria em seu site: “Foi transformada num excelente espetáculo pela genial direção de João Bittencourt. Uma das poucas vezes que um diretor melhorou um trabalho meu”.

Também no teatro foi um tradutor prolífico e importante
. Clássicos como “Rei Lear”, de William Shakespeare, a moderna “As lágrimas amargas de Petra von Kant”, de Fassbinder, ou o musical Chorus Line, de James Kirkwood e Nicholas Dante, chegaram aos palcos brasileiros através de suas mãos. "Ao traduzir é preciso ter todo o rigor e nenhum respeito pelo original”, diria em uma entrevista.
 
Roteirista
Como roteirista, escreveu mais de uma dezena de textos, dentre eles o longa “Terra estrangeira”, e “Memórias de um sargento de milícias”, adaptação da obra de José Manuel de Macedo produzida pela Rede Globo de Televisão. Também roteirizou espetáculos musicais, como o musical “Liberdade liberdade”, escrito em parceria com Flávio Rangel, e “Do fundo do azul do mundo”, ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio.
 
Recebeu uma homenagem durante o carnaval carioca de 1983, quando foi samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói (RJ). Millôr, inclusive, compareceu ao desfile.

Dentre os veículos de imprensa, colaborou ainda com artigos e crônicas nos jornais “O Correio Brasiliense”, “Jornal do Brasil”, “O Estado de São Paulo”, “O Diário Popular”, “Correio da Manhã”, “O Dia”, “Folha da Manhã” e “Diário da Noite”. Para internet, criou o site “Millôr Online”, sobre o qual diria posteriormente: “Se eu soubesse o que atrai tanta gente, nunca mais faria de novo”.

E, como bom roteirista, ainda escreveria sobre a própria vida: "Meu destino não passa pelo poder, pela religião, por qualquer dessas entidades idiotas. Meu script é original, fui eu quem fez. Por isso não morro no fim".
 
Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.

O escritor carioca Millôr Fernandes morreu, às 21h, do dia 27 de março de 2012, numa terça-feira, em casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo Ivan Fernandes, filho do escritor, ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr tinha dois filhos, Ivan e Paula, e um neto, Gabriel. Ele foi casado com Wanda Rubino Fernandes. De acordo com sua certidão, Millôr nasceu no dia 27 de maio de 1924, embora ele dissesse que a data correta era 16 de agosto do ano anterior.

O velório foi realizado na quinta-feira (29), das 10h às 15h, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Em seguida, o corpo foi cremado numa cerimônia só para a família.

Em 2011, o escritor chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul. Na época, a assessoria do hospital não detalhou o motivo da internação a pedido da família.

Fonte: Extraído do blog da Profª    
 
 
 
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Esta é a minha vida (texto 1) para o 7º ano

Meu nome é Gleyson. Eu tenho 13 anos e estou na 5 série. Faço muitas coisas que qualquer um  não pode fazer : montar a cavalo, jogar bola, soltar pipa, jogar bolinha de gude. 
Nasci no Nordeste , no Piauí, por isso tenho este apelido - Piauí - entre meus colegas. 
Eu não tinha condições de morar lá,  por causa da seca . Então ,o meu pai pensou em vir para São Paulo e aqui ele conseguiu um emprego.
Agora, nós não estamos passando mais aquele mesmo sufoco que passávamos lá.  
Eu me divirto como qualquer outra criança. Brinco e faço coisas  como as outras. Leio gibis, a Bíblia e as lendas do folclore.   
Esse sou eu...

                                                 Atividade do texto

1- Imagine que Gleyson esteja respondendo a um questionário sobre si. Quais são as perguntas feitas. Atentem a cada parágrafo do texto, pode ter mais de uma resposta lá.

2- Enumere as atividades feitas por Gleyson e responda: quais delas você fez nas férias de julho?

3- Quais os tipos de leitura faz? Quais você faz (não precisa  ser as mesmas)

4- O que é folclore? Exemplifique.

5- Curiosidade: Você sabia que o garoto Gleyson joga futebol numa escolinha  reconhecida pela FIFA. Pesquise sobre ele e saberá mais.

                                                Atividade Lúdica do texto

1- Retire 8 verbos do texto e faça uma cruzadinha em seu caderno, em seguida analise-os quanto ao tempo e modo verbal.
2- Retire 5 substantivos próprios e faça um caça palavras.
3- Retire 5 palavras polissílabas e embarelhe-as.
4- Escreva o início de um conto ou lenda para que seu colega de classe conclua o texto. Obs.: Coloque o título.